Destinos Jeep: Conheça a Serra de Ibitipoca

16/02/2021 Destinos Jeep


O que você precisa saber antes de ir

Roupas de banho, casaco de frio e quem sabe um cachecol. Com as malas prontas para encarar todas as estações do ano em um único fim de semana, vamos partir para a Serra de Ibitipoca. Prepare seu Jeep para a viagem, encha o tanque e pé na estrada para essa aventura mineira.

Conceição de Ibitipoca fica a mais de 1.200 metros de altura e essa atitude toda provoca mudanças climáticas impressionantes. No verão, os dias são quentes, mas esfria muito durante a noite, o que é intensificado pela mata densa. Já no inverno, o clima é tão gelado que só muita roupa e caldo quente dá jeito.

Os meses mais indicados para fazer esse passeio é entre abril e outubro, fugindo dos períodos chuvosos. Por isso, confira a previsão do tempo antes de ir e considere cancelar a viagem em caso de chuva forte. Em tupi-guarani, Ibitipoca significa “serra que estoura” não é à toa, lá a incidência de raios é grande.

A vila pode ficar mais cheia em épocas de feriado e fim de semana, mas vale aproveitar os dias entre sexta-feira e domingo, que é quando o comércio está aberto. Se sua intenção for se banhar nas cachoeiras, prefira os dias de sol. No inverno, porém, é quando ocorrem os grandes festivais de música, como Ibitipoca Jazz, IbitiBlues e Ibitipoca Offroad. Fique de olho na programação dos eventos que rolam na vila, pois sempre tem atrações interessantes.

Confira dicas sobre o que levar na bagagem.

Como chegar em ibitipoca

Saindo de Juiz de Fora, o Distrito de Conceição do Ibitipoca fica a cerca de 100 km. Pegue o trevo de acesso a Lima Duarte na BR 267 e siga por 64 km. De Lima Duarte até o distrito são 26 km de estrada não-pavimentada.

A estrada de terra é estreita e sem iluminação pública, por isso, é melhor fazer a viagem de dia. Em tempo seco, pode haver muita poeira, e em época de chuva, tome cuidado com os buracos que podem se formar no caminho.

Em Ibitipoca não existe posto de gasolina ou caixa eletrônico, por isso encha o tanque e os bolsos em Lima Duarte. Alguns estabelecimentos na vila aceitam cartão de crédito ou débito, porém o sinal é precário, poucas operadoras funcionam no local - apenas Claro e Vivo, em alguns pontos. Ou seja, as maquininhas podem falhar e seu celular também pode te deixar na mão.

Saiba como utilizar o GPS.

Onde se hospedar

Há muitas opções de pousadas e casas para alugar, seja para uma pessoa, casal, família ou grupos de amigos. Perto da vila, é possível economizar em tempo de deslocamento e fazer alguns passeios a pé, visitando lojinhas de artesanato, bares e restaurantes.

Se preferir sossego e natureza, você pode se hospedar um pouco mais afastado, onde é possível ouvir o canto de pássaros e ver o nascer e pôr do sol da sua janela. Caso queira acampar, o mais indicado é o próprio Parque Estadual de Ibitipoca, mas é necessário agendar previamente, pois há um número limitado de barracas que o camping comporta.

Confira uma lista de sugestões de hospedagem no guia da região: ibitipoca.tur.br

A vila

Dentro da vila, as ruas são de paralelepípedo, com poucos lugares para circular de carro ou estacionar. Por isso, prefira se deslocar a pé, a menos que vá para o Parque Estadual de Ibitipoca, que fica a 3 km de distância.

Ao caminhar, aproveite o contato com a natureza e observe o estilo rústico das propriedades da região, desde as mais simples às mais luxuosas. Duas belas arquiteturas históricas são a Igreja Matriz e a Igreja Nossa Senhora da Conceição. No caminho, passe pelas lojas de artesanato para comprar lembrancinhas e presentes.

A gastronomia local também é muito rica, e experimentar o pão de canela é quase uma tradição. Na vila, há bares com porções e cerveja artesanal acompanhadas de uma boa música ao vivo, além de restaurantes e pizzarias. Não deixe de visitar o Shopping Portal da Serra, que possui um bar subterrâneo, além de lojinhas. Comida boa é o que não falta e o ambiente é perfeito para curtir a noite.

O Parque Estadual Do Ibitipoca

Criado em 1973, o parque abrange quase 1.500 hectares de área protegida, coberta por Mata Atlântica. As trilhas são seguras e sinalizadas com placas em português e inglês, que informam os pontos turísticos e a distância a percorrer. O passeio pode ser feito a pé seguindo três circuitos, que incluem cachoeiras, grutas e mirantes. É uma atração fantástica para pessoas aventureiras e que gostam de contato com a natureza. Para explorar todo o parque é necessário ao menos dois dias e muita disposição.

Antes de ir, prepare uma mochila leve com muita água, frutas, barras de cereal e sanduíches para passar o dia. Mas tenha consciência e leve também sacos plásticos, pois não há lixeira no percurso e é responsabilidade do turista preservar o local. Não esqueça do protetor solar, repelente e um boné ou chapéu. Opte por roupas leves, pois a andança irá deixá-los com calor, mas leve também um casaco se estiver frio.

A portaria do parque fica a 3 km da vila. Há limite de visitantes e a entrada é por ordem de chegada, então é recomendado ir cedo, até mesmo para aproveitar bem o dia. Cobra-se uma taxa para entrar e outra para estacionar o veículo lá dentro. Se preferir, pode deixar seu carro na estrada próximo à portaria, do lado de fora do parque. Estudantes com documento, crianças até 5 anos e adultos maiores de 60 anos têm direito à meia-entrada. Para acampar também há uma taxa e é preciso fazer reserva antecipada, além de levar sua própria barraca.

Ao entrar, há um centro de informações logo antes das trilhas, onde pode pegar um mapa, visitar a lojinha de souvenir e o museu em homenagem ao botânico francês Auguste de Saint-Hilaire (1779-1853). Ali perto, o camping conta com uma lanchonete e restaurante self service, além de espaço para banho.

Roteiros de trilha

Ao chegar no parque você pode escolher entre três circuitos:

O Circuito das Águas tem fácil acesso e é o mais indicado para passeios com crianças. Ao longo dos 5 km de trilha, você confere o percurso da água através de pontos como Prainha, Gruta dos Gnomos, Lago das Miragens, Lago dos Espelhos e outros. O grau de dificuldade é médio a baixo.

O Circuito do Pião tem cerca de 10 km de extensão com muitas subidas, por isso ele é considerado grau de dificuldade médio. O trajeto pode ser conciliado com o circuito Janela do Céu, se tiver fôlego. Nele, você pode visitar a Gruta do Pião, o Pico do Pião, a Gruta dos Viajantes, a Cachoeira do Encanto e mais.

Já a Janela do Céu é o circuito mais admirado pelos visitantes, além de ser o mais desgastante. São 16 km de percurso, com subidas, e maior grau de dificuldade. Ao chegar ao topo, o turista se depara com o ponto mais alto da cachoeira, que compreende sete quedas d’água para além do parque. Até chegar lá, você pode passar pelo Pico do Cruzeiro, Gruta da Cruz, a Lombada - que é o ponto mais alto do parque com mais de 1.700 metros -, e outros.


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