5 vantagens de comprar um carro nacional

17/02/2021

Você admira carros importados, mas não tem certeza se vale a pena investir nesses veículos? Entenda as principais diferenças entre adquirir os carros produzidos nacionalmente e os importados.

Carros importados x nacionais

  1. Taxa de desvalorização

Carros importados podem desvalorizar mais do que carros nacionais depois que saem da concessionária, assim como carros de luxo. Um dos motivos é a falta de peças para reposição ou de mão de obra qualificada para fazer a manutenção do modelo.

Como a busca por carros importados é menor, muitas marcas não vêem necessidade de fabricar peças nacionalmente. Com isso, o consumidor precisa importar os componentes, que ficam ainda mais caros caso a tecnologia seja superior. A mão de obra também encarece.

No Brasil, os mesmos critérios de desvalorização se aplicam aos veículos nacionais, como: quilometragem, versão, estado de conservação e outros. Mas a facilidade de encontrar peças e mão de obra qualificada, sem dúvida, é uma vantagem na hora da revenda.

  1. Impostos variáveis

Ao adquirir um veículo, o brasileiro paga quatro impostos, independente da nacionalidade do automóvel. São eles: ICMS, IPI, COFINS e PIS.

O ICMS, considerado o imposto mais caro, varia segundo o estado. O COFINS é uma taxa cobrada sobre o preço final do carro. Já o PIS, a menor alíquota de todas, é um imposto federal que paga o abono a trabalhadores que recebem salário mínimo no país.

Já o IPI pode variar para cada modelo segundo suas características, como o tipo de motor. Carros 1.0 Flex, por exemplo, pagam menos impostos que um motor 2.0 a gasolina.

Mas quando se trata de veículos importados, a taxa de todos esses impostos pode ser quase o dobro do valor cobrado por um veículo nacional. Carros importados têm ainda um quinto valor a ser pago, o IPI Majorado. Confira a seguir.

  1. Impostos para importação

Atualmente, para importar um carro é preciso pagar IPI Majorado de 30%. Esse valor pode ser reduzido em 2022, caso seja aprovado o Projeto de Lei 5221/20 que prevê a mudança para veículos de passageiros com capacidade de transportar até dez pessoas.

Geralmente esses impostos servem para tornar os produtos nacionais competitivos no mercado, deixando os valores equivalentes. A proposta de mudança, porém, tem a intenção de retomar o crescimento da venda de importados, que foi impactada com a pandemia.

  1. Valor do seguro auto

A diferença de custo entre automóveis nacionais e importados também está na cotação do seguro. Além de serem veículos mais caros, os carros importados podem possuir acessórios diferenciados, tecnologia mais avançada e peças de difícil reposição. Por isso o valor da apólice de seguro auto pode ser mais cara.

Isso porque o custo de manutenção se torna elevado pela necessidade de importar peças e de receber um atendimento especializado. Além disso, em caso de roubos, acidentes ou perda total, o valor de indenização é muito maior, já que o valor de mercado do veículo é elevado. Tudo isso pode gerar prejuízo à seguradora, que acaba cobrando mais caro pelos seus serviços.

  1. Movimentação da economia local

Além de tudo, é importante lembrar que a compra de produtos nacionais ajuda a movimentar a economia interna. A indústria automotiva brasileira gera milhares de empregos nos mais diversos setores.

O desenvolvimento tecnológico, a produção de matéria-prima e de autopeças, a montagem dos automóveis e a venda envolvem uma série de processos. Tudo isso gera oportunidades de crescimento econômico e profissional tanto para os trabalhadores quanto para o país.

Conheça o impacto da construção da fábrica da Jeep em Pernambuco:

A fábrica da Jeep no Brasil

Com a construção da primeira fábrica da Jeep em 2015, não foram só os consumidores que saíram ganhando. A instalação do polo automotivo em Goiana, no interior de Pernambuco, permitiu a geração de empregos e a possibilidade de crescimento econômico da região.

Só naquele ano, a fábrica já havia contratado mais de 4,5 mil pessoas, elevando a renda dos moradores da cidade que vivia da extração de cana e pesca. A indústria também permitiu a qualificação da mão de obra e o desenvolvimento da região, que pôde se tornar uma referência.

Foi ali que nasceu o Renegade, em 2015, e o Compass no ano seguinte. Os dois clássicos brasileiros são líderes de venda da marca e estão entre os dez mais vendidos do país.

Conheça a história da Jeep no Brasil e no mundo.